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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"TATÁ" DIRETOR DA FUNDAÇÃO IARIPUNA FALA SOBRE COMEMORAÇÃO DOS 100 ANOS DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ


Foto: Ney Cunha
O Complexo Madeira-Mamoré, grande monumento arquitetônico que utilizou a mão-de-obra de diferentes países, começou a ser construído em 1907, somente em 1912 iniciou suas atividades fazendo o trajeto Porto Velho – Guajará Mirim. Para marcar a comemoração de 100 anos de conclusão e do início do funcionamento do trem, a prefeitura de Porto Velho, através da Fundação Iaripuna, está preparando uma programação especial que inclui debates, oficinas e seminários abordando a educação e a relação das pessoas no trato do patrimônio histórico, em diferentes locais da cidade como escolas e faculdades. Além de shows temáticos, exposições de artes plásticas e fotográficas alusivas ao local e apresentação de dança.

Berenice Simão, vice presidente da Fundação Iaripuna, explica que o objetivo é envolver a Sociedade Civil neste processo de produção do evento. “Conseguimos, inclusive, uma parceria com a Universidade Federal de Rondônia que estará incentivando pesquisas científicas e fatos históricos do Complexo Madeira Mamoré. Serão novas contribuições para a cultura e patrimônio de Porto Velho”, disse Berenice, lembrando que desde quando a prefeitura assumiu a gestão deste complexo, em 2005, já iniciou projetos de restauração e revitalização que agora estão em fase de execução. “O centenário vai ser marcado pelo interesse em cuidar de um patrimônio de todos os brasileiros”, afirmou.

Cuidados

A Estrada de Ferro Madeira Mamoré é um patrimônio tombado e tem uma série de leis principalmente quanto à manutenção e zelo dos objetos museados como, por exemplo, as locomotivas. “Todo o Complexo é um grande museu a céu aberto. Até mesmo para se fazer uma intervenção, como foi o caso da decoração natalina, tem um profissional que faz a análise arquitetônica junto a estes objetos, de forma a observar se não vai comprometer a arquitetura histórica do local”, conta.

Neste momento está em execução da restauração do galpão de Rotunda (oficina das máquinas e rotatória) um investimento de quase 8 milhões. O local abrigará todas as peças e a documentação, além de um Centro de Memórias das pessoas vitimadas durante a construção da Ferrovia.

Passeio

O diretor Tatá da Fundação Iaripuna fala que dentro das ações que a prefeitura pretende realizar está o passeio turístico até a vila de Santo Antônio. “Esta é uma obra que envolve a prefeitura e é fiscalizada pelo Ministério da Cultura, através do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional. Consiste no reparo do pátio da igreja de Santo Antônio, dos trilhos até a Vila da Candelária, entre outros projetos. A demora para iniciar as obras de restauração dos trilhos depende unicamente da retirada de famílias que ao longo do tempo ocuparam as margens da ferrovia e do Rio Madeira. O próprio prefeito tem ido conversar com os moradores sobre a importância dessa remoção. Tão logo realizemos esta etapa, a Maria fumaça voltará a todo vapor, para a alegria de todos”, explica.

O trabalho de revitalização prevê o funcionamento das locomotivas no trecho entre a Estação de Porto Velho e Santo Antônio, totalizando aproximadamente 8 quilômetros.

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